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Polícia captura líder de quadrilha que furtava celulares no Rio

Suspeito utilizava cartões de vítimas para compras após os roubos, segundo a polícia.

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Polícia prende suspeito de chefiar quadrilha que roubava celulares no Rio e usava cartões das vítimas para fazer compras

Nesta quinta-feira (29), a Polícia Civil do Rio de Janeiro deu um importante passo no combate ao furto de celulares ao prender um homem identificado como o líder de uma quadrilha especializada nesse tipo de crime. Diego Perez, segundo as investigações, recompensava seus comparsas por cada celular roubado e utilizava os aplicativos bancários dos aparelhos para fazer compras.

Modus operandi da quadrilha

Os membros da quadrilha, atuando principalmente nas zonas Sul e Norte do Rio, recebiam entre R$ 800 e R$ 1,2 mil por cada celular, conforme o modelo e se o aparelho estava desbloqueado. Uma das abordagens investigadas ocorreu no Túnel Zuzu Angel, em São Conrado, onde uma mulher, que preferiu não ser identificada, relatou um momento de terror ao ter seu carro cercado por assaltantes armados.

Compras com cartões das vítimas

As investigações conduzidas pela Delegacia da Gávea revelaram que Diego usava os aplicativos de cartões bancários das vítimas para realizar compras. Em imagens obtidas pelos investigadores, ele é visto em um shopping em Duque de Caxias, onde um comparsa, Paulo Eduardo dos Santos Pinto, foi flagrado adquirindo brinquedos com os cartões furtados.

Operação policial e apreensões

Na operação que resultou na prisão de Diego, realizada em sua residência, os agentes encontraram diversos produtos comprados com os cartões das vítimas, incluindo o brinquedo visto nas filmagens do shopping. Além disso, foram recuperados 29 celulares roubados e apreendidas caixas de bebidas alcoólicas, que Diego revendia em eventos. Um revólver e munições também foram localizados no imóvel.

Diego Perez teve sua prisão convertida em preventiva. Seu advogado afirmou que vai solicitar a revogação da prisão. A Polícia Civil segue à procura de outros integrantes da quadrilha, e a delegada Daniela Terra destacou que a compra de celulares de origem criminosa é um crime de receptação, que alimenta essa atividade ilegal no estado.

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